Você já parou para pensar no impacto que a tecnologia deepfake pode ter, especialmente quando usada para fins criminosos?
Na Coreia do Sul, uma nova pesquisa da Agência Nacional de Polícia trouxe à tona dados que, além de chocantes, acendem um alerta sobre a prevalência de homens e adolescentes nesse tipo de delito. Prepare-se para entender o cenário e a gravidade dessa situação.
Os Números que Chocam
Entre janeiro e 25 de setembro deste ano, a Coreia do Sul registrou 387 prisões relacionadas a crimes sexuais envolvendo deepfake. O que mais impressiona é a esmagadora maioria masculina entre os suspeitos: 378 deles, o que representa 97,6% do total. Apenas nove mulheres foram detidas por esses crimes, evidenciando uma disparidade de gênero alarmante no contexto dessas infrações digitais.
A Juventude Por Trás das Telas
Os dados revelam que a juventude está fortemente envolvida. Adolescentes (indivíduos em suas idades de 13 a 19 anos) foram responsáveis por 324 das prisões, ou seja, 83,7% do total. Em seguida, vêm os jovens na faixa dos 20 anos, com 50 casos, e os de 30 anos, com nove. Apenas quatro suspeitos tinham 40 anos ou mais. Um detalhe preocupante é que 66 dos apreendidos tinham menos de 14 anos, idade em que, pela lei coreana, são classificados como juvenis e não sujeitos a punição criminal.
Um Alerta para a Sociedade Coreana
Essa é a primeira vez que a polícia coreana divulga estatísticas de gênero específicas para crimes sexuais de deepfake. Os números foram compilados manualmente, após repetidos pedidos de um parlamentar, pois os sistemas policiais existentes não rastreavam o gênero dos suspeitos para esses delitos. A divulgação ocorre em meio a uma operação especial de combate a conteúdo sexual falso e manipulado, lançada em 28 de agosto, refletindo a crescente preocupação pública com o abuso dessa tecnologia.
O Impacto e a Necessidade de Ação
Os deepfakes sexuais não são apenas uma violação da privacidade, mas um ataque à dignidade e à segurança das vítimas, muitas vezes mulheres. A prevalência de adolescentes e a disparidade de gênero nos crimes deepfake na Coreia do Sul sublinham a urgência de educação digital, políticas de prevenção e punições eficazes para combater essa crescente forma de violência. É fundamental que a sociedade esteja atenta e que medidas sejam tomadas para proteger os mais vulneráveis e garantir um ambiente digital mais seguro para todos.
Em breve mais notícias!!
Redação Doramazine
Fonte e Imagem: Koreaboo
