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Editorial – Doramas e amores sem fronteiras culturais

Editorial Amor entre culturas diferentes

Quando casais de origens diferentes surgem na tela, os doramas lembram que o afeto atravessa idiomas, costumes e mapas com delicadeza.

Há algo profundamente humano quando um dorama decide unir pessoas de países distintos. Não é apenas romance: é escuta, estranhamento, descoberta. A câmera se aproxima, o silêncio pesa, e percebemos que amar alguém de outra cultura exige mais do que paixão — exige curiosidade, respeito e coragem.

Essas histórias costumam começar no choque. Um sotaque mal compreendido, um gesto que significa outra coisa, um costume que surpreende. O roteiro não corre para suavizar; ele permite que a diferença exista. E é aí que mora a beleza: o amor nasce não apesar das diferenças, mas através delas, como uma ponte construída passo a passo.

Quando um dorama sul-coreano aproxima mundos politicamente distantes, como em Crash Landing on You, o romance vira metáfora de reconciliação possível. O encontro entre Norte e Sul não apaga feridas históricas, mas humaniza o outro lado. O amor, ali, é uma conversa que o noticiário não sabe ter.

Em produções japonesas, o olhar costuma ser mais contido, quase silencioso. O romance intercultural aparece como aprendizado cotidiano: saber quando falar, quando calar, quando ceder. Já nos c-dramas, a mistura de nacionalidades frequentemente dialoga com tradição e modernidade, mostrando como famílias e expectativas sociais também precisam atravessar fronteiras.

Há ainda obras que expandem o debate para diásporas e identidades híbridas, como Pachinko. Nessas narrativas, amar alguém de outra origem é também amar uma história feita de deslocamentos. O romance não resolve tudo, mas oferece pertencimento — ainda que provisório.

Quando os doramas escolhem casais de origens diferentes, eles nos convidam a olhar o mundo com menos medo e mais escuta. Talvez seja por isso que essas histórias tocam tanto: porque, no fundo, todos nós já amamos algo que parecia distante demais. Vale assistir, comentar e compartilhar — quem sabe indicar aquele título que fez você atravessar fronteiras sem sair do sofá

Até o próximo editorial da semana!
Marcela Fábio
CEO e Editora Chefe
Imagem: Doramazine

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